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18 novembro 2024

Porque grafamos algumas palavas com uma letra e não com outra?

FONTE: Pixabay.com Disponível em: < https://pixabay.com/pt/illustrations/escritor-escrita-autor-escrit%C3%B3rio-8925722/ > Acesso em 18/11/2024.


O Uso do "Z" no Final das Palavras em Português

O "z" no final das palavras pode ser encontrado por diversas razões, principalmente relacionadas à evolução histórica e à formação do plural.

1. Evolução Histórica e Fonética

O "z" em palavras como "paz" e "feliz" deriva de transformações fonéticas que ocorreram desde o latim. Por exemplo:

"paz" (do latim "pax") e "feliz" (do latim "felix") mostram como a sonoridade do "x" foi suavizada ao longo do tempo, resultando na grafia com "z".

Essas mudanças são comuns em línguas vivas e refletem a adaptação da língua portuguesa.

2. Formação do Plural

No caso de palavras que terminam em "z", a formação do plural geralmente envolve a adição de "-es", mantendo o "z":

"feliz" → "felizes"

"capaz" → "capazes"

"paz" → "pazes"

É importante ressaltar que o "z" é mantido na forma plural, preservando a integridade fonológica.

Conclusão

O uso do "z" no final de algumas palavras resulta da evolução da língua e das regras de formação do plural. Essas características ajudam a manter a sonoridade original das palavras.


E você? Já parou para se fazer essa indagação. Gostaria de saber sua opinião. Comenta aí e se gostou do post compartilha e me segue. Um abraço.

17 novembro 2024

Sílabas complexas - Recurso pedagógico


 

Sílabas Complexas: Entendendo as Estruturas Silábicas que Desafiam o Aprendizado

Ao aprender a língua portuguesa, uma das partes mais interessantes e desafiadoras é a compreensão das sílabas complexas. Essas estruturas silábicas se afastam do padrão simples, no qual uma consoante (C) se encontra com uma vogal (V), formando a combinação CV. Elas englobam arranjos mais elaborados, como combinações de consoantes e vogais que exigem maior atenção ao detalhamento da fala e da escrita.

O que são sílabas complexas?

As sílabas complexas são aquelas que não seguem a ordem simples de consoante e vogal (CV). Elas podem apresentar combinações de duas ou mais consoantes no início ou no final da sílaba, ou até mesmo uma vogal sozinha. No entanto, o que as torna "complexas" é o fato de elas envolverem uma sonoridade que demanda maior controle motor e articulação, algo que é especialmente importante no processo de alfabetização e aquisição de linguagem.

Como identificar as sílabas complexas?

A maneira mais fácil de identificar uma sílaba complexa é perceber que ela se desvia da estrutura simples de CV. Por exemplo:

- "bloco": nesta palavra, a primeira sílaba é "blo", composta por uma combinação de consoante + consoante + vogal (CCV).

- "escola": a sílaba "es" é uma combinação de vogal + consoante (VC), que já se apresenta de forma diferente do CV simples.

- "praia": a primeira sílaba "prá" é formada por consoante + consoante + vogal (CCV).

Esses exemplos mostram que as sílabas podem ser formadas por uma mistura mais complexa de sons, e não apenas pela combinação de uma única consoante e uma única vogal.

Sílaba canônica x sílaba complexa

Para compreender melhor o conceito de sílaba complexa, é útil comparar com a síntese da sílaba canônica. A sílaba canônica é a mais simples e comum da língua portuguesa. Ela segue o padrão CV – uma consoante seguida de uma vogal, como em "pato" (C = p, V = a).

Já a sílaba complexa pode envolver mais de uma consoante, seja no início (como em "plano", com "pl"), seja no final da sílaba (como em "sempre", com "pre"). Além disso, as sílabas complexas podem incluir a combinação de V + V (como em "caixa"), ou até mesmo formar arranjos como CCV e VCC.

Como ensinar sílabas complexas?

Para os educadores e pais que estão ajudando as crianças a dominar a divisão silábica, é interessante começar com palavras simples e gradualmente introduzir as sílabas mais complexas. Um bom caminho é o seguinte:

1. Palavras com sílabas simples (CV) – Comece com palavras como "sapo" ou "bola", que são formadas por combinações simples de consoante + vogal.

2. Palavras com combinações mais complexas (V + C) – Prossiga com palavras como *"escova"** ou "coisa", em que a sílaba inicial é formada por uma vogal seguida de uma consoante.

3. Palavras com combinações de consoante + consoante + vogal (CCV) – Quando a criança já se sente confortável com a estrutura básica, você pode começar a trabalhar com palavras como "festa", "prato" ou "blusa". Essas palavras exigem que o aluno consiga articular as consoantes de forma mais fluida.

4. Palavras mais desafiadoras (CVC + C) – Finalmente, introduza palavras mais desafiadoras, como "centro" e "plano", que envolvem sequências de consoantes tanto no começo quanto no final da sílaba.

Por que as sílabas complexas são importante

Entender e dominar as sílabas complexas é crucial, não só para a pronúncia correta das palavras, mas também para a escrita. Quando uma criança aprende a identificar essas estruturas, ela se torna mais eficiente na segmentação das palavras, o que facilita a leitura e a escrita de forma geral. A consciência fonológica — habilidade de perceber e manipular os sons da fala — é aprimorada ao trabalhar com diferentes tipos de sílabas.

As sílabas complexas são uma parte fundamental do aprendizado da língua portuguesa. Elas tornam a comunicação mais rica e variada, desafiando tanto a articulação quanto a percepção auditiva. Ao ensinar as crianças a reconhecer e usar essas sílabas, ajudamos a desenvolver habilidades linguísticas que são essenciais para uma alfabetização completa e eficaz.

Por isso, não tenha medo de introduzir palavras mais complexas no processo de ensino! Com paciência e prática, as sílabas complexas deixam de ser um obstáculo e se tornam uma habilidade fundamental para o domínio da língua.

Fiz um recurso bem legal para ensinar as crianças da alfabetização. Pegue-o no LINK.

Por Professora Socorro Oliveira


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02 julho 2023

Estudando por mapas mentais

 


O que são os mapas mentais? 

Mapa Mental é uma técnica de estudos criada no final da década de 60 por um consultor inglês chamado Tony Buzan. Basicamente, são resumos elaborados por associações, com muitas setas, cores, imagens, gráficos, frases de efeitos e outros elementos.

O aluno é orientado a pegar uma folha em branco e colocar um conteúdo central. A partir desse tópico, o estudante deve fazer uma série de conexões e adicionar as informações necessárias.

Tony Buzan, em seu site oficial, explica que o método é muito fácil e intuitivo. Você só precisa de canetas coloridas e imaginação. “Mapa Mental é uma técnica gráfica que fornece a chave para desbloquear o potencial do seu cérebro”, afirma.

Os mapas mentais servem para você adquirir conteúdo e ainda armazená-lo da melhor forma possível. Por meio desse recurso, você consegue revisar a matéria de forma organizada. Com eles, você pode relacionar diferentes aspectos de uma disciplina e fazer uma série de associações que serão muito úteis na hora do vestibular. 

Além disso, você evita a prolixidade de resumos muito longos. O mais interessante é que essa forma de estudo estimula diferentes áreas do cérebro, sendo considerada uma técnica de fácil memorização.

12 maio 2023

Como grifar textos no Canva



Se você está procurando uma maneira de destacar seus textos e torná-los mais atrativos visualmente, o Canva é uma excelente ferramenta para isso. Neste post, vamos mostrar passo a passo como você pode grifar textos de forma fácil e eficaz no Canva. Vamos lá!

Passo 1: Acesse o Canva, no site (www.canva.com) e faça login na sua conta. Se você ainda não tem uma conta, é fácil criar uma gratuitamente;


Passo 2: Crie um novo design no painel principal do Canva, clique em "Criar um design" e escolha o tipo de design que deseja criar. Pode ser um post para redes sociais, um banner, uma apresentação, entre outros. Se preferir, você pode usar um dos modelos pré-definidos disponíveis;



Passo 3: Adicione um texto Agora é hora de adicionar o texto que você deseja grifar. Clique na opção "Texto" no painel esquerdo e escolha o estilo de texto desejado. Digite o seu texto no local indicado;

26 abril 2023

Como o Chat GPT pode transformar a Educação: Benefícios e Possibilidades

 

Com o avanço da tecnologia, a educação tem sido transformada e aprimorada por novas ferramentas e recursos, e o Chat GPT é um exemplo disso. O Chat GPT é um modelo de linguagem de inteligência artificial que pode ser utilizado na educação para melhorar a qualidade do ensino e personalizar a aprendizagem dos alunos.

Ao utilizar o Chat GPT, os educadores podem criar chatbots para responder às perguntas dos alunos e fornecer feedback em tempo real. Essa interação imediata e personalizada ajuda a aumentar o engajamento dos alunos e a melhorar seu desempenho acadêmico.

Além disso, o Chat GPT também pode ser usado para desenvolver materiais de aprendizagem personalizados para cada aluno, com base em suas habilidades e interesses. Isso ajuda a tornar a aprendizagem mais relevante e envolvente, aumentando a motivação dos estudantes.

Com tantos benefícios, o uso do Chat GPT na educação pode ser um grande avanço na melhoria da qualidade do ensino. É importante que os educadores estejam cientes dessas ferramentas e recursos para ajudar a tornar a aprendizagem mais eficaz e personalizada.

Esperamos que este post possa ser útil para aqueles que estão interessados ​​em aprender mais sobre o uso do Chat GPT na educação e como ele pode melhorar o processo de ensino e aprendizagem.

11 julho 2022

Acompanhamento Pedagógico

O acompanhamento pedagógico é uma forma de avaliação individual do desempenho escolar do aluno. Por meio do acompanhamento, é possível oferecer uma metodologia personalizada e exclusiva para cada aluno, atendendo às suas dificuldades específicas


Quem sou eu?
Meu nome é Sol Oliveira.
Sou pedagoga e atuo na área educacional há mais de dez anos.
Quer um acompanhamento especializado para seu filho?
Me chame no Whatsaap da 08h Às 17h,
de Segunda a sexta-feira.
Atendimento domiciliar em toda a capital de Fortaleza - CE.


12 fevereiro 2022

A escuta pedagógica à criança hospitalizada


    
    
A identidade de ser criança é, muitas vezes, diluída numa situação de internação, em que a criança se vê numa realidade diferente da sua vida cotidiana. O papel de ser criança é sufocado pelas rotinas e práticas hospitalares que tratam a criança como paciente, como aquele que inspira e necessita de cuidados médicos, que precisa ficar imobilizado e que parece alheio aos acontecimentos ao seu redor. Na tentativa de compreender o resgate da subjetividade e sua contribuição para a saúde da criança hospitalizada, proponho a análise de situações pedagógicas enquanto interações sociais privilegiadas da criança nesse novo momento de sua vida. Os estudos e pesquisas voltados para a análise da infância revelam que esse período da vida vai desde o nascimento até a puberdade. É a idade da meninice, porém vale ressaltar que considerar o grau de importância social atribuído a essa fase é algo recente na história ocidental. Na sociedade medieval não havia valorização da infância, e a indiferença dessa época para com a criança é muito significativa. A particularidade dos cuidados com o infante era negada, o que resultava na elevada taxa de mortalidade infantil. Ariès (1981) mostra-nos que o moderno sentimento familiar, caracterizado pela intensidade das relações afetivas entre pais e filhos, privacidade do lar e cuidados especiais com a infância, foi produzido ao longo dos anos pelas mudanças socioeconômicas instaladas nas sociedades industrializadas. Todavia, é importante ressaltar que a história da infância no Brasil se confunde com a história do preconceito, da exploração e do abandono, pois desde o início houve a diferenciação entre as crianças segundo sua classe social, com direitos e lugares diversos no tecido social. Elegeram-se, assim, alguns poucos como portadores do “vir a ser” (grandes homens e grandes mulheres), enquanto tantos outros foram reduzidos à servidão, muitas vezes classificados como geneticamente doentes e, assim, socialmente incapazes.

Por: Rejane de S. Fontes, 2005


11 fevereiro 2022

Jogos no Ciclo de Alfabetização (modo interativo)

A relação entre a ludicidade e o processo de ensino e aprendizagem está cada vez mais presente nas práticas educacionais e estudos mostram a eficácia desta estratégia em diferentes níveis da educação. Tarefas Lúdicas, quando bem planejadas e desenvolvidas podem trazer leveza às ações pedagógicas, tornando assim, as aulas mais significativas, desafiadoras e prazerosas.

A leitura no contexto da BNCC é tomada em um sentido mais amplo, dizendo respeito não somente ao texto escrito, mas também a imagens estáticas (foto, pintura, desenho, esquema, gráfico, diagrama) ou em movimento (filmes, vídeos etc.) e ao som (música), que acompanha e cossignifica em muitos gêneros digitais. O tratamento das práticas leitoras compreende dimensões inter-relacionadas às práticas de uso e reflexão (BRASIL. , p. 68).

Assim, no Ensino Fundamental – Anos Iniciais, no eixo Oralidade, aprofundam-se o conhecimento e o uso da língua oral, as características de interações discursivas e as estratégias de fala e escuta em intercâmbios orais; no eixo Análise Linguística/Semiótica, sistematiza-se a alfabetização, particularmente nos dois primeiros anos, e desenvolvem-se, ao longo dos três anos seguintes, a observação das regularidades e a análise do funcionamento da língua e de outras linguagens e seus efeitos nos discursos; no eixo Leitura/Escuta, amplia-se o letramento, por meio da progressiva incorporação de estratégias de leitura em textos de nível de complexidade crescente, assim como no eixo Produção de Textos, pela progressiva incorporação de estratégias de produção de textos de diferentes gêneros textuais. 

O processo de alfabetização

Embora, desde que nasce e na Educação Infantil, a criança esteja cercada e participe de diferentes práticas letradas, é nos anos iniciais (1º e 2º anos) do Ensino Fundamental que se espera que ela se alfabetize. Isso significa que a alfabetização deve ser o foco da ação pedagógica. Nesse processo, é preciso que os estudantes conheçam o alfabeto e a mecânica da escrita/leitura – processos que visam a que alguém (se) torne alfabetizado, ou seja, consiga “codificar e decodificar” os sons da língua (fonemas) em material gráfico (grafemas ou letras), o que envolve o desenvolvimento de uma consciência fonológica (dos fonemas do português do Brasil e de sua organização em segmentos sonoros maiores como sílabas e palavras) e o conhecimento do alfabeto do português do Brasil em seus vários formatos (letras imprensa e cursiva, maiúsculas e minúsculas), além do estabelecimento de relações grafofônicas entre esses dois sistemas de materialização da língua.



JOGO DA FORCA PADRÕES SIMPLES
Indicação:
Idade: 08 a 10 anos
Área do conhecimento: Português
Área de intereses: Ortografia
Campo de estudo: Gramática
CAMPO DA VIDA COTIDIANA – Campo de atuação relativo à participação em situações de leitura, próprias de atividades vivenciadas cotidianamente por crianças, adolescentes, jovens e adultos, no espaço doméstico e familiar, escolar, cultural e profissional. Alguns gêneros textuais deste campo: agendas, listas, bilhetes, recados, avisos, convites, cartas, cardápios, diários, receitas, regras de jogos e brincadeiras.
Leitura/escuta (compartilhada e autônoma) Leitura de imagens em narrativas visuais
Habilidades listadas na BNCC:
(EF12LP01) Ler palavras novas com precisão na decodificação, no caso de palavras de uso frequente, ler globalmente, por memorização.
(EF12LP02) Buscar, selecionar e ler, com a mediação do professor (leitura compartilhada), textos que circulam em meios impressos ou digitais, de acordo com as necessidades e interesses.
(EF01LP04) Distinguir as letras do alfabeto de outros sinais gráficos. 

10 fevereiro 2022

ARTIGO - O Novo Ensino Médio: a quem realmente interessa essas mudanças?



INTRODUÇÃO 

        O Ensino Médio (EM), última etapa da Educação básica brasileira, tem a duração de três anos e seu principal objetivo é aprofundar os conhecimentos obtidos pelos estudantes no ensino fundamental I e II, além de prepará-los para o mercado de trabalho (quando há integração do EM a um curso técnico), seja para ingressar imediatamente em uma profissão ou conseguir uma vaga no Ensino Superior (BRASIL, 2018). 

        Visando garantir que essa etapa atinja um padrão elevado de qualidade de ensino, vemos ao longo da história, que esta é uma pauta de contínuas reformas educacionais. Neste sentido, a partir do século XX, foram propostas mudanças que buscavam alterar o EM nos seus aspectos organizacionais, carga horária, currículo e suas finalidades. Em função disso, é que o assunto vem ao longo dos anos mobilizando educadores e pesquisadores que tentam desvelar as medidas efetivas de sua implementação, os impactos e a viabilidade destas mudanças. 

       Diante do exposto, o objetivo deste artigo é examinar à luz da Legislação brasileira, o caminho percorrido pela Reforma que teve início em 2013, bem como a implantação do Novo Ensino Médio e suas implicações na formação dos educandos. A fundamentação teórica deste estudo está amparada nos seguintes autores: Saviani (2008), Bauer (2010), Marx (2013), Shiroma (2016), Barcellos (2017), Ferretti (2018) e como referência o que está exposto na legislação vigente que institui as Diretrizes e Bases da Educação brasileira. 

BREVE HISTÓRICO DA REFORMA DO ENSINO MÉDIO 

        Em 2013, já existia em tramitação na Câmara dos Deputados Federais o Projeto de Lei n. 6840/2013, apresentado pela Comissão Especial destinada a promover estudos e proposições para a reformulação do Ensino Médio, que se propunha a: "alterar a Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996, que estabelece as Diretrizes e bBases da Educação Nacional, para instituir a jornada em tempo integral no EM, dispor sobre a organização dos currículos em áreas do conhecimento e dá outras providências" (BRASIL, 2013). 

11 abril 2021

A constituição da Educação Infantil nos documentos oficiais brasileiros

 

Foto do Google - Educação Infantil

    A Legislação Brasileira refere-se aos direitos constitucionais do cidadão e a educação é um desses direitos. Neste sentido, a educação infantil também é um direito assegurado, destinado ao sujeito criança de 0 a 05 anos, devendo ser efetivado com a sua matrícula em creches e pré-escolas.

    A Constituição Brasileira de 1988 estabelece em seu Art. 280 o dever do Estado para com a educação, e neste, no inciso IV, se refere à educação infantil, afirmando que essa deve ser ofertada em creche e pré-escola, às crianças até 5 (cinco) anos de idade, afirmando que, segundo reza o Art. 211, § 2º, Os Municípios atuarão prioritariamente no ensino fundamental e na educação infantil. É a partir desse dispositivo legal que será socialmente discutido e ordenado o campo da educação infantil, vivenciando este campo, desde então, intenso processo de revisão e reformulações das concepções acerca do sujeito criança, da infância e da educação de infantil tendo-se como referente às políticas públicas, os sentidos e fins educacionais, as práticas pedagógicas e, consequentemente, a formação e a valorização dos profissionais da educação infantil.

Foto do Google



  

05 fevereiro 2021

Origem dos contos de fadas

 

Você conhece a origem dos contos de fadas? Clique e descubra um pouco mais sobre essas fascinantes histórias!

 Aposto que você já deve ter lido e ouvido vários contos de fadas, não é mesmo? Os contos de fadas costumam ser nosso primeiro contato com a literatura, e antes mesmo que aprendêssemos a ler, fomos convidados a conhecer o universo lúdico que permeia histórias vindas de outros tempos. Sempre temos um conto de fada na ponta da língua e somos capazes de reproduzi-los sem necessariamente ter um livro em mão, tamanha familiaridade que temos com essas histórias.

Mas você conhece a origem dos contos de fadas? Como eles surgiram e por que se disseminaram em toda cultura ocidental? Bem, os contos de fadas remontam a tempos antigos, vindos da tradição oral de diferentes culturas pelo mundo. Eram histórias contadas de pai para filho e, dessa maneira, acabaram perpetuando-se no imaginário coletivo. Só começaram a ser registradas em livros na Idade Média, quando a criança começou, de fato, a ser tratada como criança. Até então não havia grandes distinções entre adultos e crianças, pois ainda não havia aquilo que conhecemos hoje por infância, que é o período relacionado com o desenvolvimento dos pequenos.

No começo, os contos ainda não eram de fadas. As histórias originais pouco lembram as histórias que conhecemos hoje e, em sua maioria, apresentavam enredos assustadores que dificilmente fariam sucesso nos tempos atuais. Isso porque hoje respeitamos e conhecemos o significado da palavra infância e porque, há algum tempo, alguns escritores, como o francês Charles Perrault, adaptaram alguns contos para que eles pudessem ser mais bem aceitos pela sociedade. Posteriormente, os Irmãos Grimm e o dinamarquês Hans Christian Andersen deram segmento à proposta de Charles Perrault, com narrativas mais suaves, cujos desfechos culminavam em uma “moral da história”. Para citarmos um exemplo de como os contos foram modificados, na história “Cachinhos Dourados”, a menina que invade a casa de três ursinhos e mexe em todas as coisas deles não existia, a personagem, na verdade, era uma raposa, que ao final era jogada pela janela. Outras versões trazem um desfecho trágico, em que os “ursinhos” decidiam devorar o animal intruso.


Na história original, a personagem Cachinhos Dourados não existia, na verdade, quem entrava na casa dos três ursinhos era uma raposa

Os contos atuais demonstram uma preocupação com o impacto que podem produzir nas crianças e na influência que suas histórias podem causar na vida dos pequenos. Por isso, temáticas consideradas violentas e pouco lúdicas foram completamente abolidas, embora ainda sejam perceptíveis resquícios de um universo um pouco assustador nos principais contos de fadas. Hoje os contos de fadas podem nos fazer sonhar, mas lá no início eram histórias dignas de nossos piores pesadelos!

 

 

21 outubro 2020

Resumo Transformação da Sociedade pela Educação: Contradições que permanecem


  
    

        Na nova Lei de Diretrizes e Bases da educação, que foi aprovada no Governo Cardoso, a educação básica tem por finalidade primeira “desenvolver o educando, assegurando-lhe a formação comum indispensável para o exercício da cidadania, e fornecer-lhe meios para progredir no trabalho e em estudos posteriores” (Lei nº 9.394/96, art. 22) bem como, se organizar nos níveis fundamentais e médio (art. 24). Além do mais, tem também como finalidade, expressa no art. 22 da Lei, fornecer ao educando “meios para progredir no trabalho e em estudos posteriores”. 

        Neste pressuposto, a LDB apresenta-se como uma instância complementar à cidadania no sentido de realizar, pela educação, algumas das condições básicas para o exercício consciente da cidadania política. Assim, a educação básica da escola brasileira depara-se com problemas que incorporam e ultrapassam o âmbito nacional e o escolar porque dizem respeito à história e à cultura do país e à reprodução econômica em todo o planeta, apesar de suas particularidades locais.

        Nas tendências neoliberais, a concepção mercantil do conhecimento, tem como modelo a educação como um bem de consumo, que adquire seu valor na permuta entre a oferta e a demanda (GÓMEZ, 2001; SANTOMÉ, 2003). Desse modo, embora o direito à educação conste como condição para o exercício da cidadania, aqueles que podem pagar uma boa escola, recebem uma melhor educação, adquirem uma melhor qualificação para o trabalho e conseguem alcançar os melhores cargos, empregos e status. 

13 outubro 2020

A importância do "Brincar"




           O ato de brincar é uma forma de comunicação por meio da qual a criança se desenvolve integralmente, tanto no aspecto físico, como social, cultural, afetivo, emocional ou cognitivo. Por intermédio do brincar a criança pode desenvolver capacidades importantes, como a atenção, a memória, a imitação, a imaginação. Mais do que isso, ela pode desenvolver áreas da personalidade, como afetividade, motricidade, inteligência, sociabilidade e criatividade. Os brinquedos e as brincadeiras são fontes inesgotáveis de interação lúdica e afetiva. Enquanto brinca, a criança se prepara para a vida, pois é por meio da sua atividade lúdica que a criança produz novos significados, que vai tendo contato com o mundo físico e social, e vai compreendendo como são e como funcionam as coisas. A ludicidade tem conquistado um significativo espaço na Educação Infantil, em que a criança estabelece uma relação natural com o brinquedo, através do qual ela transmite suas angústias, alegrias, tristezas, agressividades. Pais, educadores e sociedade em geral precisam saber que o brincar é um aprendizado prazeroso, que contribui na integração do indivíduo na sociedade. Os brinquedos, porém, devem ser adequados à idade das crianças, já que proporcionam o seu desenvolvimento e auxiliam na aquisição de conhecimentos.  

Por: ALINE RAFAELA LORO, 2015

17 novembro 2019

Letramento Matemático

A palavra “letramento”, a partir da década de 80, passou a ser bastante utilizada para conceituar o processo de alfabetização de forma mais completa, sistêmica, o aprendizado da língua portuguesa, da leitura e da escrita, numa abordagem crítica. Refere-se a um modelo de alfabetização para além do simples be-a-bá, que faça sentido para o aluno, por assim dizer.



Uma das diretrizes descritas na Base Nacional Comum Curricular (BNCC) é o letramento matemático.

Nesse mesmo sentido, o letramento matemático propõe o ensino e a aprendizagem da matemática para além de conceitos, operações básicas e resolução de problemas (quase sempre desconexos com a realidade).

Joãozinho ganhou 50 brigadeiros. Comeu 20. Joãozinho ficou com? (Certamente Joãozinho ficou com dor de barriga, se é que me entendem...)


19 outubro 2019

A criança, a infancia e a educação Infantil

Conceito de CRIANÇA:

          A criança é um ser humano, no período da infancia. Esta é um sujeito histórico de direitos e que tem interrelações e relações nas práticas cotidianas  e é por aí que essa criança vai conseguir aprender. apreender e entender o mundo. Pra isto, ela vai construir sua identidade pessoal e coletiva. Brincando, imaginando, fantasiando, esperimentando muitas coisas, questionando e principalmente construindo os sentidos sobre natureza, sobre a sociedade, sobre si mesma principalmente sua singularidade, sua individualidade pra depois puder entender ela dentro de um coletivo, dentro da sociedade.

A criança no contexto histórico:

          Na Idade Antiga, a criança era tida apenas como ser biológico que que tinha necessidades biológicas servia como mão de obra. 
Na Idade Média, encontramos um novo conceito, além dos já mencionados que era o adulto em miniatura. Existia uma mortalidade infantil enorme nesta época, pouquíssimas crianças ultrapassavam um ano de idade e daí pra frente, menor ainda a possibilidade de crescer e se tornar um adulto. Portanto, a idéia que se tinha que era um adulto em miniatura, que estava em teste para ver se ia "vingar" na vida e se tornar adulto.Com isto, se era requeridos dela, serviços de toda sorte e sua identidade era moldada na identidade de um adulto em miniatura, tanto que as roupas, o tratamento,eram os mesmo dados a um adulto. Não existia um tratamento específico e nem a afetividade que é dada hoje às nossas crianças.

          Já na Idade Moderna, com a Renascência, com o desenvolvimento tecnológico, com o desenvolvimento filosófico, nós já tivemos várias situações: o surgimento de instituiçoes educacionais que era especificamente para a nobreza e a burguesia e principalmente a instituição família, começaram a tratar as crianças num sentido de uma certa ingenuidade, atentando para sua pureza, sua graça e sua angelização e uma certa paparicação. Lógico que isso dentro das situações sociais que eram favorável às famílias, dependendo da classe social. Nas famílias pobres, a criança continuou sendo vista como mão-de-obra. Mais tarde, por questões religiosas, aparece a questão da moralização. então a criança tinha que ser educada e disciplina porque ela era um ser da disrazão, ou seja, era um ser incompleto e como era tida com uma falta de objetividade, era alvo da disciplina. Tanto que nesta idade, as crianças eram castigadas severamente e instituíu-se o uso da palmatória. 


          Só no século XVIII, é que começa a surgir o sentimento de infância. Quem fala muio sobre isso é o autor Michael Carrier. Nos séculos XIX e XX é que surge os termos: forma ideal de criança; os modelos de infância; os direitos da criança. as prerrogativas de idadania e as teorias do desenvolvimento. Agora no século XXI é que a criança ganha um novo conceito, sendo tratada como um sujeito histórico, de direitos, porém, se dá uma adultização das crianças, sendo cobradas de seus pais, uma agenda integral, que se não estão em uma escola de tempo integral, assumem mil e um afazeres que lhes são impostos."Elas não têm mais tempo de ser criança", São aulas de balé, inglês, natação, judô, etc, além da sua formação escolar. Fica de lado o elemento brincar que é onde a criança desenvolve inúmeros fatores psicológicos, físcos, afetivos e cognitivos para se tornar um adulto saudável. 

O conceito de Infância:  

           A Infância é uma construção cultural. Cada sociedade vai montar o seu próprio conceito de infância, com base em suas etnias, raças, credos e nacionalidades e trabalhar o seu conceito de multiplas maneiras. A maneira como a infância é vista atualmente é mostrado no Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil (Brasília, 1998), que vem afirmar que “as crianças possuem uma natureza singular, que as caracterizam como seres que sentem e pensam o mundo de um jeito muito próprio”. Sendo assim, durante o processo de construção do conhecimento, “as crianças se utilizam das mais diferentes linguagens e exercem a capacidade que possuem de terem idéias e hipóteses originais sobre aquilo que procuram desvendar”. Este conhecimento constituído pelas crianças “é fruto de um intenso trabalho de criação, significação e ressignificação”.




A Educação Infantil:
           A partir do momento em que alcançou – se uma consciência sobre a importância das experiências da primeira infância, foram criadas várias políticas e programas que visassem promover e ampliar as condições necessárias para o exercício da cidadania das crianças, que por sua vez, passaram a ocupar lugar de destaque na sociedade. 
No Brasil temos, atualmente, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional nº 9394, que ressaltou a importância da educação infantil tornando-a primeira etapa da educação básica, em seu titulo II, art 2º nos mostra que. 
                   A educação dever da família e do estado inspirada nos princípios de liberdade e nos ideais de solidariedade humana, tem por finalidade o pleno desenvolvimento do educando, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho. Esta citação encontra respaldo no art. 4º, IV que diz: “o dever do Estado com educação escolar pública está efetivado mediante a garantia de (...) atendimento gratuito em creches e pré-escolas as crianças de zero a seis anos de idade”. 
Houve também a criação do Conselho da Criança e do Adolescente, no ano 1990, que explicitou melhor cada um dos direitos da criança e do adolescente bem como os princípios que devem nortear as políticas de atendimento. 
              Determinou ainda a criação dos Conselhos da Criança e do adolescente e dos Conselhos Tutelares. Os primeiros devem traçar as diretrizes políticas e os segundos devem zelar pelo respeito aos direitos das crianças e dos adolescentes, entre os quais o direito à educação, que para as crianças pequenas incluirá o direito a creches e pré-escolas. ( CRAIDY, 2001, p.24) 
Na visão de muitos autores a criação do Conselho da Criança e do Adolescente é vista como um marco no diz respeito ao reconhecimento e valorização da infância por parte das políticas públicas. Torna-se relevante citar também o Plano Nacional de Educação (PNE), que em consonância com os princípios da Educação para Todos, estabelece metas relevantes de expansão e de melhoria da qualidade da educação infantil. 
           A atuação, nesse sentido, tem como objetivo concretizar as metas estabelecidas no PNE e incentivar estados e municípios a elaborem seus planos locais de educação, contemplando neles a educação infantil ressaltando assim a importância destinada á infância na sociedade atual.
Em um conceito mais amplo, Educação Infantil é um conjunto de processos pedagógicos, tendentes ao desenvolvimento geral do ser humano.

E aí gostou do post? Pois comente, deixe seu recadinho, deixe carinho!!!

PS: o conteúdo desta postagem não viola as diretrizes da comunidade do Blogger,
Pelo contrário, alerta contra a violência e adultização da criança.

12 outubro 2019

O que é uma criança, por Beatrice Alemagna



Uma criança é uma pessoa muito pequena. Ela só é pequena por pouco tempo, depois se torna grande. Cresce sem perceber: devagarinho e em silêncio, seu corpo se encomprida. Uma criança não é uma criança para sempre. Ela se transforma.

As crianças têm pressa de crescer. “Algumas crianças crescem, parecem felizes e pensam: como é bom ser grande, livre, decidir tudo sozinha!” Outras crianças, quando se tornam adultas, pensam exatamente o contrário: “Como é chato ser grande, ser livre, decidir tudo sozinho!”

Crianças têm mãos pequenas, pés pequenos e olhos pequenos, mas nem por isso têm idéias pequenas. Às vezes as ideias das crianças são muito grandes, divertem os adultos que escancaram a boca e dizem: “- Ah!”

As crianças têm desejos estranhos: ter sapatos brilhantes, comer algodão doce no almoço, ouvir a mesma história todas as noites.

Gente grande também tem ideias estranhas na cabeça: tomar banho todos os dias, cozinhar feijão na manteiga, dormir sem cachorro amarelo. “Mas como pode ser?”, perguntam as crianças.

As crianças choram porque uma pedrinha caiu na água, porque o xampu faz arder os olhos, porque está com sono, porque está escuro. Choram alto, pra todo mundo ouvir.

Pra se consolar, elas só precisam de um olhar carinhoso. E de uma luzinha ao lado da cama.

Os adultos, por sua vez, gostam de dormir no escuro. Quase nunca choram, nem quando entra xampu no nariz. E, quando é o caso, choram baixinho. Tão baixinho, que as crianças nem reparam. Ou fingem que não estão vendo nada.

As crianças parecem esponja. Absorvem tudo: o nervosismo, os pensamentos ruins, os medos dos outros. Parecem esquecer, mas depois reaparece tudo dentro da pasta da escola, debaixo do lençol, ou até diante de um livro.

As crianças precisam ser observadas com olhar atento.

As crianças têm coisas pequenas como elas mesmas: uma cama pequena, pequenos livros coloridos, um guarda-chuva pequeno, uma cadeira pequena. Mas elas vivem num mundo muito grande, tão grande, tão grande, que as cidades não existem, os ônibus se erguem no espaço e as escadas não têm fim.

Algumas crianças, como se sabe, não gostam de ir à escola. Elas gostam de fechar os olhos e sentir o cheiro da grama, de sair correndo e gritando atrás dos pombos, de ouvir a voz distante dos caramujos, de franzir o nariz na frente do espelho.

Existem crianças de todos os tipos, de todas as cores, de todas as formas.

As crianças que resolvem não crescer, não crescem nunca.

Elas devem ter um mistério dentro de si. Então, mesmo depois de grandes, comovem-se com as coisas pequenas: um raio de sol ou um floco de neve.

Existem crianças baixinhas, gorduchas, caladas. Crianças de óculos, em cadeira de rodas. Crianças com aparelho nos dentes que brilha ao sol.

Existem crianças chatas, que nunca querem dormir, crianças mimadas que só fazem o que querem, crianças que às vezes quebram pratos, as vasilhas e tudo mais.

TODAS AS CRIANÇAS SÃO PESSOAS PEQUENAS QUE UM DIA VÃO MUDAR.

Vão deixar de ir à escola para ir ao trabalho, talvez sejam felizes, talvez tenham barba e bigode virado pra cima, ou cabelos pintados de verde. Talvez se zanguem por causa de coisas estranhas, como um telefone que não toca, ou o trânsito.

Mas por que pensar nisso agora?

Uma criança é uma pessoa pequena. Para adormecer, precisa de um olhar carinhoso. E de uma luzinha ao lado da cama.

20 setembro 2019

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